Elas também têm medo de compromisso…
É, homens, tremam na base, pois não são só vocês que gostam de dizer isso “ah, não quero compromisso agora, não posso te prometer nada”… dizem isso e, com a maior cara de pau, chegam na nossa casa à 1 da tarde de um domingo, almoçam lá e vão ficando, ficando, até se lembrarem, às 2 da manhã já da segunda-feira que dali poucas horas, quando o dia amanhecer, têm de estar de pé para uma reunião de negócios… tudo sem compromisso, tá? Não temos nada um com o outro, certo?
É, vocês não gostam de compromisso mesmo… nem nós mulheres também, sabiam disso? Muitas vezes gostamos simplesmente de ficar com vocês, sem rótulos, sem necessidade de formalizar nada, sem dar satisfação para ninguém, nem para vocês mesmos. Acreditem ou não, é verdade…
Um amigo reclamou que conheceu uma moça em dezembro e, em fevereiro, num carnaval, convidou-a a ir para a casa dos seus pais, no interior de São Paulo. A moça surtou. “Imagina, não sou de compromisso, não quero ir e pronto. E não foi!” Isso não é espantoso? Meu amigo achou… Na cabeça dele, qualquer mulher toparia o convite, pois mulher gosta de ser reconhecida como tal, como especial, ser apresentada à família é uma deferência e tanto, é sinal total de compromisso.
Sim, mas nem sempre queremos compromissos, ora bolas… é difícil de entender pra vocês, né? Pois então, quando forem usar essa conversinha para cima de nós, “não quero e não posso ficar compromissado agora”, lembrem-se de que a gente pode se sair com essa também: “Mas quem tá falando em compromisso?”
Vamos pensar juntos e melhor nessa história, as coisas não são tão simples e lineares como parecem… então a melhor estratégia é ser sincera (o) e parar de jogar. Falar com o coração é sempre o melhor caminho.
E afinal, você quer ou não compromisso com ele ou ela? Não precisa responder nada, deixa rolar…

2011 Resoluções de ano novo
Filed under: O meu par perfeito, Pensamentos
Que não quer um ano novo mesmo, daqueles estalando de novinho, com cheiro de coisa recente, todo bonitinho e prometendo um monte? Todo mundo quer, claro. Mas isso existe? Muda o calendário e muda tudo? Vamos ter aquele amor que caiba em nossos sonhos, vamos conseguir aquele emprego ideal, vamos arrumar nossas gavetas bagunçadas, vamos emagrecer os 7 quilos que tanto nos incomodam, vamos comprar aquele carro com que sonhamos, vamos nos aplicar na musculação para ficar com o corpo malhado, vamos fazer aquele curso de especialização, etc etc…. vamos? Melhor não pensar tão longe! Mas isso não significa se boicotar, deixar de acreditar, paralisar tudo.
Só acho que especialmente no amor, nós, mulheres, sempre fazemos mil planos quando o ano acaba e outro começa. Prometemos deixar as chatices de lado, ser mais compreensiva, caprichar nos carinhos, exigir menos do companheiro… falo por mim, claro, mas falo também por todas as mulheres que me confidenciam seus problemas. Um outro grupo, grande também, jura que não vai mais ligar para ele implorando por um encontro, diz que vai desencanar de vez daquele cara que não vale nada, diz que vai aumentar sua auto-estima e procurar alguém que de verdade a ame. Chega de se arrastar, bradam algumas!
Outras ainda sonham com o esperado casório, como manda o figurino, com o príncipe encantado e tudo a que tem direito, como cena de novela. Sonhar é ótimo, faz a gente se sentir viva e não custa nada muito além do nosso tempo.
Mas bom mesmo é sonhar com coisas reais, que podemos cumprir, como por exemplo, surpreender seu amor com coisas inesperadas, como um convite para jantar em plena segunda-feira ou uma viagem de bate e volta ao litoral só para ver a lua à beira-mar? Ou que tal um beijo roubado no elevador? Aquele abraço inesperado no meio do shopping, assim, do nada?
De pequenas coisas é que é feito o nosso dia a dia. Não precisamos ser perfeitos (as) para sermos amados (as). Não precisamos fazer mirabolantes resoluções de ano novo para sentir o movimento da vida. Basta dar amor verdadeiro para quem está do nosso lado, para aquela possibilidade de amor que seja, basta se colocar disponível de certa forma, olhar menos os defeitos dos outros e mais as qualidades, ver que também não somos perfeitos e por isso mesmo é que somos o máximo.
E feliz ano novo, de novo, para todos nós!
Amor é aconchego que cura
Num pronto-socorro de São Paulo em que estive outro dia para aliviar uma crise de enxaqueca, me deparei com duas cenas lindas de amor.
Idades contrastantes, gerações tão diferentes, histórias completamente independentes, mas um carinho tão igual por seu companheiro e companheira, de ambas as partes, que igualmente me comoveu.
Uma garota de no máximo 18 anos passava mal do estômago e chegou para se atendida com seu namorado da mesma idade. Impressionou-me o carinho com que ele segurava sua mão, a amparava, a esquentava com seus braços, a cobria com seu casaco enquanto ela dormia na sala de espera, tentando driblar o mal-estar.
Do seu lado, um casal de pelo menos uns 80 anos, também de mãos dadas, ela fazendo carinho nos poucos fios de cabelo do marido, abatido por causa de uma crise de pneumonia. Fiquei observando o olhar dos casais enamorados, os gestos delicados, as formas de acariciar, embalar, aconchegar, proteger.
E me enchi de uma súbita esperança em relação à humanidade. O amor pode ser mostrado em todas as horas, mas é quando vemos seres humanos fragilizados que ele se torna mais importante e imprescindível. Na saúde e na doença, sempre. Quem ama acompanha, aconchega, ampara. Dois exemplos a serem seguidos.
Cazuza! Vamos pedir piedade!
Filed under: O meu par perfeito, Paquera, Flerte e Sedução
Layza, nem ela sabe por que, viu nele o amor da sua vida. Foram apresentados por uma dentista, na sala de espera, e quando seus olhos cruzaram com os dele, achou que iria ter um troço. Não teve dúvidas de que queria se apaixonar, pois há tanto tempo não sabia o que era esse sentimento…
Entrou na sala da dentista e pediu a ficha do moço, descaradamente. A dentista riu. Disse que ele de fato estava solteiro, era um cara bacana, educado, correto, mas não sabia muito mais. E quis saber o que a atraiu tanto assim.
“Foram os olhos, pareceram tão sinceros. E depois aquele cabelo meio ralo, desalinhado, me passou uma ideia de alguém protetor mas que ao mesmo tempo gosta de ser protegido”.
Enquanto cuidava dos dentes de Layza, a dentista não se continha de rir com sua “viagem”. Onde já se viu “inventar” um amor assim na porta do consultório? Não seria desespero, não?
Não, não e não, repetiu Layza. Tinha certeza de que aquele moço era o homem da sua vida. E olha que ela era escaldada em procurar amores. Vasculhava sempre sites de relacionamento, frequentava bares de paquera, saia para dançar, não perdia uma oportunidade. Até em festa infantil paquerava. Estava decidida a achar alguém. E idealizava: seria como aquele moço, com aquele cabelo, aquele corpo, aqueles olhos… e ele existia, ela o havia visto no consultório!
A dentista então ficou tocada com a história, com uma certa pena de Layza, na verdade, e resolveu promover um encontro entre os dois… marcou horários próximos, para que eles se entendessem na sala de espera.
O moço chegou na hora certa e Layza já estava ali esperando por ele. Sorriu – ou melhor, escancarou seu melhor sorriso, não se contendo de felicidade em estar ali lado a lado com aquele rapaz, “o amor da sua vida”. Read more
Uma noite verdadeiramente feliz
O Natal vai ser na minha casa ou na sua?” Assim ele começou a conversa naquele dia com a moça que conquistara há pouco tempo num site de relacionamento. “Mas como? Será que ele acha que vou deixar minha família para passar o Natal com ele?” Na sua cabeça de moça de família, aquilo era inadmissível. Estavam ficando apenas há dois meses.
Aí teclou que não, nada de Natal juntos, pois haviam acabado de se conhecer. Não tinha cabimento. Ele ficou decepcionado. Sempre quis passar o Natal com uma namorada e fazia anos que não tinha nenhuma. Agora que arrumou uma moça, gosta dela, faz o convite, ela recusa… o que fazer? Aliás, pensou, vai entender as mulheres… Mas desistir, jamais, não era do seu perfil.
No dia seguinte, não teclou com ela logo cedo, como era costume. Mas encomendou flores e escolheu um cartão bem bonito dizendo simplesmente: “Faça algo diferente neste final de ano”. E não assinou. Mando a encomenda anonimamente.
Quando ela se deparou com aquele buquê de rosas brancas, com aquele cartão, levou um susto e não entendeu nada. De quem poderia ser? De qualquer forma, a mensagem era intrigante… fazer algo diferente… ela sempre sonhou com isso, mas o que seria?
Ficou pensativa por muitas horas naquele dia. À noite, como de costume, ele também não ligou para ela. Ela sentiu falta da voz daquele moço, sempre carinhoso. Também não recebeu nenhuma mensagem, torpedo, nada. Sentiu um vazio. Onde andaria seu amor? Sim, era um amor recente, mas já era amor. Sentia falta dele, gostava do seu cheiro, de pegar na sua mão, ler o que lhe escrevia, ouvir suas palavras. E agora?
Pensou no Natal que se aproximava. Seria assim vazio sem ele? Afinal, ela havia dispensado o moço… Natal, na sua cabeça, era só em família. E ele ainda não era parte da família e ponto final. Sim, da família não era mesmo, mas e de seu coração?
Lembrou do cartão, da mensagem instigando-a a fazer algo diferente… então, de repente, não pensou mais, senão seria capaz de desistir, tão racional ela era. Pegou o telefone e rapidinho ligou para ele: “Você vem aqui em casa no Natal, então? Vamos combinar o que fazer para nossa noite ser escandalosamente feliz?”
Do outro lado da linha, alguém sorria vitorioso.
Starflower









