Poema de Amor de Drummond de Andrade
O poeta Drummond de Andrade nos deixou como herança mais esse elogio ao Amor. E sabem que mais, “Amar se aprende Amando” e para quê explicar “As sem razões do amor”?
As sem razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Drummond de Andrade
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Drummond de Andrade – Pra pensar no amor…
Olhem o que escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, tantas vezes já citado aqui:
Quero me casar
Quero me casar
na noite na rua
no mar ou no céu
quero me casar.
Procuro uma noiva
loura morena
preta ou azul
uma noiva verde
uma noiva no ar
como um passarinho.
Depressa, que o amor
Não pode esperar!
Ele escreveu e eu fiquei aqui pensando… pensando no amor! Vejam que sábias palavras as de Drummond ao falar da noiva que procura. Não faz exigência, não tem preconceitos, brinca com a fantasia. A noiva pode ser loura, morena, preta ou azul. Pode ser verde também. Não é engraçado?
E vale pra gente pensar um pouco também no que procuramos quando buscamos um amor, seja na internet, seja na balada, no trabalho ou no boteco. Quantas vezes idealizamos uma pessoa, ficamos esperando que ela caiba em nosso sonho, e daí nada… claro, como podemos esperar que esse amor se encaixe em nossos devaneios, não é?
Só podemos nos frustrar, nos irritar e irritar também nosso candidato a amor.
Por que uma vez ou outra, pelo menos, só pra variar, não nos espelhamos nas palavras do poeta Drummond e nos deixemos levar pelo curioso, o diferente, o que está por vir?
A cor da noiva ou do noivo não devem importar… Assim como não devem importar também se ele é baixo, alto, se ela está um pouco mais cheinha do que prega a sociedade, se seu cabelo é louro, longo e liso ou enrolado.
Por que devemos ser todos iguais? Por que idealizamos tanto?
Será que é por isso que há tanta gente solitária e batendo a cabeça pra encontrar um amor?
Acho que a única coisa que importa lembrar é que o amor realmente não pode esperar… Às vezes deixamos de nos entregar pra valer a uma relação porque agimos de forma preconceituosa, temo medo, falta coragem…
Vamos lá, uma pensadinha sobre isso pode fazer muito bem, hein… E depois me contem sobre o que refletiram!
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Poema de amor de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa esse grande poeta português merece ser eternamente relembrado. Nasceu na linda cidade de Lisboa em 1888 e começou a escrever seus textos aos sete anos de idade. Foi autor sob muitos heterônimos e criador de personagens com personalidades diferentes e inquietantes, como por exemplo, Caeiro, Reis Campos e Soares.
Fernando Pessoa nos deixou muitas palavras valiosas e eternas, poesia, textos, e pensamentos que merecem ser lidos, relidos e partilhados em voz alta. Aqui vai um poema de amor para vocês!
O amor, quando se revela…
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr’a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Fernando Pessoa
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Starflower








