Pesquisa com sites de relacionamento e de encontros
Duas notícias me chamaram especial atenção esta semana que passou. Ambas foram publicadas na Revista da Semana (Editora Abril) e dizem respeito a sites de relacionamento e de encontros.
A primeira notícia fala que os sites de encontros, ironicamente, reduzem a chance de alguém encontrar o verdadeiro amor. Isso porque quem entra nestes sites em geral está muito ansioso para achar sua cara-metade e ser feliz. Essa expectativa acabaria atrapalhando os encontros verdadeiros, profundos. A tese é do terapeuta Andrew Mashall, autor do livro The Single Trap (A Armadilha dos Solteiros).
As múltiplas oportunidades de encontrar um parceiro acabam por criar uma sensação de que sempre há alguém mais interessante no próximo clique. Realmente, este pode ser de fato uma situação real, que acaba por desanimar especialmente mulheres. Elas costumam se queixar disso: “Ah, mas quem garante que ele não está falando comigo e com mais uma centena de mulheres ao mesmo tempo?”.
Bem, ninguém garante nada. Na vida real, por acaso, alguém garante alguma coisa em se tratando de relacionamento? É preciso acima de tudo confiar. E, claro, estar atenta, sensível, perceber se o relacionamento rola de forma a lhe satisfazer.
Acho que aqui, em minha modesta opinião, o que vale é conter as expectativas e a ansiedade desmedida de encontrar a alma gêmea. Aliás, isso existe? Bem, esse é assunto para outro dia…
Vamos à segunda notícia publicada: os sites de relacionamento seriam, na realidade, inibidores de amizades e encontros, o contrário do que se propõem. Quem fala aqui é Robin Dunbar, antropólogo da Universidade Oxford, da Inglaterra. Na opinião de outra estudiosa do assunto, a neurocientista Susan Greenfield, da mesma universidade, o uso exagerado desses sites – estilo Orkut – facilita a infantilização da mente, “enfraquecendo o senso de identidade e dificultando o sentimento de empatia com os demais”.
Complicado, não é? Sobre isso, não tenho opinião formada, mas vou pelo bom-senso: tudo o que é exagerado, com certeza não é saudável. Tem gente que fica horas diante do computador e se esquece de cultivar as amizades reais, só se ocupando das virtuais. Sem falar nos encontros amorosos. Há pessoas que se ocupam só de conquistar o outro, nunca levam adiante uma relação. Mas isso, de novo, pode acontecer em mundos reais e virtuais!
Será que a culpa é dos sites de relacionamento ou da personalidade da pessoa? Talvez ela não saiba dosar várias outras coisas de sua vida, como o estudo, a alimentação, o estilo de vida de forma geral.
Continuo achando que a culpa não é dos sites… e você, alguma opinião sobre este tema?
Conte!
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