Romance. Virtualidade demais atrapalha?
Dulce conheceu Rodrigo numa balada paulistana. Claro de pele e de cabelo, olhos verdes, alto, do jeito que ela idealizava. Ele também gostou dela: magrinha, pele clara, cabelos escuros, 8 anos mais velha do que ele. As mulheres mais vividas costumavam chamar a atenção de Rodrigo.
Depois de muitos beijos, trocaram telefones e emails. Ela não levou o caso muito a sério, mas ele logo mandou mensagem. Ela respondeu, surpresa. E assim foi que o caso deles, que começou ao vivo, numa festa, de repente, se tornou um romance virtual.
Isso porque Rodrigo mora longe de São Paulo, no interior do Estado. Vem pouco à capital e, para se relacionar com os amigos, escreve torpedos, entra no MSN, manda e-mails.
“É mais prático”, justifica. No início, Dulce achou que era mesmo, e embarcou na onda. Aprendeu com o companheiro a utilizar melhor essas ferramentas.
Até que um dia, logo depois do ano novo, encontrou dificuldade para teclar com Rodrigo. Passaram o reveillon separados, afinal eram só ficantes. Mas mantinham uma relação casual, quando ele vinha à São Paulo. Era bom, Rodrigo sempre se mostrava carinhoso e presente, ainda que na maioria das vezes por MSN.
A questão é que neste dia, depois do ano novo, depois de insistir diversas vezes por celular, Dulce, sem conseguir contato com o ficante, resolveu ligar para ele. Read more
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