Poemas de amor – Inventando no amor
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
Manuel Bandeira
Todo mundo conhecia esse poema de Manuel Bandeira? Não é lindo demais? Eu não me canso de ler e reler… Em toda sua simplicidade, o poeta achou um cheio de homenagear sua amada. Tudo bem que ela tem um nome que ajuda: Teodora. Mas eu acho que ele conseguiria fazer beleza mesmo se ela tivesse um nome bem diferente… Manuel Bandeira é um grande poeta brasileiro, nascido em Recife, em 1886, e que veio a falecer em 1968.
É incrível como, mesmo estando distante no tempo, é tão moderno, presente, atual.
Para quem gosta de ler, eu recomendo pesquisar na internet ou em alguma biblioteca os poemas de Bandeira que fazem um jogo de palavras com nomes próprios, como este que eu reproduzi acima.
A poesia para Teodora se chama “Neologismo”, que é exatamente o ato de criar palavras novas, e foi escrita em 1948.
Ele criou vários outros deste tipo, citando nomes de pessoas que conhecia, tanto mulheres como homens também, com temas variados, não só amor. Fez inclusive alguns para crianças com quem convivia. Os que falam de amor são os mais lindos, em minha opinião.
Vejam estes aqui, em que ele homenageia mais mulheres. São encantadores. Quem está falando de amor deve conhecer Bandeira. É uma boa forma de se aproximar da amada, do amado… Read more
Frases e poemas de amor
No be2, o amor não tem fronteiras! Mesmo do outro lado do Atlântico, esses poetas de língua portuguesa espalharam bons versos românticos…
“Quem ama nunca sabe o que ama,
Nem sabe porque ama,
Nem o que é amar.
Amar é a eterna inocência
E a única inocência é não pensar.”
Fernando Pessoa
“Que pode uma criatura senão,
entre outras criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?”
Carlos Drummond de Andrade
Starflower







