Amor é aconchego que cura

dezembro 29, 2010 by Maria Lígia Pagenotto · 2 Comments
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Amor para todas as idadesNum pronto-socorro de São Paulo em que estive outro dia para aliviar uma crise de enxaqueca, me deparei com duas cenas lindas de amor.
Idades contrastantes, gerações tão diferentes, histórias completamente independentes, mas um carinho tão igual por seu companheiro e companheira, de ambas as partes, que igualmente me comoveu.
Uma garota de no máximo 18 anos passava mal do estômago e chegou para se atendida com seu namorado da mesma idade. Impressionou-me o carinho com que ele segurava sua mão, a amparava, a esquentava com seus braços, a cobria com seu casaco enquanto ela dormia na sala de espera, tentando driblar o mal-estar.
Do seu lado, um casal de pelo menos uns 80 anos, também de mãos dadas, ela fazendo carinho nos poucos fios de cabelo do marido, abatido por causa de uma crise de pneumonia. Fiquei observando o olhar dos casais enamorados, os gestos delicados, as formas de acariciar, embalar, aconchegar, proteger.
E me enchi de uma súbita esperança em relação à humanidade. O amor pode ser mostrado em todas as horas, mas é quando vemos seres humanos fragilizados que ele se torna mais importante e imprescindível. Na saúde e na doença, sempre. Quem ama acompanha, aconchega, ampara. Dois exemplos a serem seguidos.

Relacionamento. Falta homem na praça?

maio 19, 2010 by Maria Lígia Pagenotto · 6 Comments
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Relacionamneto online no be2Em São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, dizem as estatísticas que há 90,7 homens para cada 100 mulheres. No Rio, a desvantagem para o sexo feminino é ainda maior: 87,4 homens para cada 100 mulheres. Em 2050, anunciam os pesquisadores, esta diferença vai ficar ainda mais crítica: 7 milhões a mais para elas.

Quem é mulher vira e mexe se queixa que falta homem na praça! E quem é homem com certeza já ouviu esse comentário também. E a queixa vem tanto de mulheres jovens como mais velhas. Você pensa assim também?

Leio um comentário sobre isso numa crônica de jornal. Diz o autor do texto, o jornalista Fábio Santos, que as mulheres ainda comentam que, além de faltar homem, muitos são imprestáveis. Sem falar nos gays.

O autor prossegue com a reflexão: “Será que muito da dificuldade de encontrar alguém não reside justamente nas expectativas?” Eu mesma já postei texto sobre isso aqui e esse tema me veio à cabeça ontem, quando entrei numa loja e vi um monte de ofertas para o Dia dos Namorados!

A data está chegando e, para quem está com seu par, é uma delícia. Mas e quem está fora deste jogo? Várias amigas minhas já me disseram que este é o pior dia do ano quando se está solteira, quando acabamos de levar um fora… É muito ruim mesmo e quase todo mundo passa por isso alguma vez na vida!

Também não adianta nada a gente buscar consolo nas estatísticas e justificar dizendo que falta mesmo homem na praça… Se falta homem, tem muita amiga nossa que parece ter mel, parece que não falta parceiro para ela! Que raiva…. Mas e a qualidade desses relacionamentos, como será? Bem, este é outro assunto complicado!

O autor da crônica que eu li diz que é muito importante mudar a cabeça quando nos pegamos deprimidos (ou melhor, deprimidas!) por estar sem ninguém. Concordo com ele: ter um relacionamento não é solução para nada, é apenas parte da vida. Não podemos transferir ao outro a responsabilidade pela nossa felicidade. E também o autor nos ensina que as aparências enganam. Nem sempre aquele casal que parece tão feliz está de fato tão feliz assim. Relacionar-se exige muito da gente, não é uma coisa simples. Mas claro que quando dá certo é muito bom!!

Então não vamos começar a ficar agoniadas pela chegada do Dia dos Namorados se estivermos sozinhas. Nem vamos aceitar qualquer peixe que cair na nossa rede só pra não passar a data desacompanhada. Vamos é cultivar nosso amor próprio. Acho que o resto vem a reboque. Quando estamos menos ansiosas e aflitas para conquistar um parceiro, temos mais chance de encontrar alguém interessante.

Até chegar o Dia dos Namorados ainda tem um tempinho, e tudo pode mudar… até lá, novas reflexões sobre a data!

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Relacionamento do be2: Ótima viagem, Dani!

abril 21, 2010 by Maria Lígia Pagenotto · Leave a Comment
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“O amor é quando a gente mora um no outro”, diz o poeta Mário Quintana, numa frase inspiradíssima. Quer outra dele? “Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado; a ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja”. E se for encontrar ou se conectar com aquele amor, hein, haja coração, como o tempo demora a passar!
Ficamos tal qual crianças, aguardando a hora do encontro – ou da conexão, do telefonema… e, se formos pegos de surpresa, que delícia… todo mundo já experimentou esse tipo de alegria um dia, acho eu, mas olha o que aconteceu com minha amiga Dani.
Médica renomada, Dani é brasileira, mas mora na França faz tempo. De lá, começou a se corresponder com um moço do Brasil, pois como tem família aqui e muitos amigos, está sempre em contato com o país. Então foi assim, procurando alguém pra ocupar o lugar deixado no coração pelo ex, que Dani chegou ao be2 e chegou em Fernando, que mora no Rio e trabalha no mercado financeiro.
Mas claro que não foi um encontro rápido, assim mágico… não foi, não. Dani percorreu muitos sites e percorreu várias baladas, festas, encontros… Conheceu outras pessoas na vida real e virtualmente, até achar que Fernando tinha muito, mas muito a ver com ela… E essa certeza foi ficando cada vez mais clara na medida em que trocavam emails, telefonemas, mensagens e outras formas de se relacionar à distância. Read more

Romance. Virtualidade demais atrapalha?

janeiro 28, 2010 by Maria Lígia Pagenotto · 8 Comments
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Amor e namoro virtualDulce conheceu Rodrigo numa balada paulistana. Claro de pele e de cabelo, olhos verdes, alto, do jeito que ela idealizava. Ele também gostou dela: magrinha, pele clara, cabelos escuros, 8 anos mais velha do que ele. As mulheres mais vividas costumavam chamar a atenção de Rodrigo.
Depois de muitos beijos, trocaram telefones e emails. Ela não levou o caso muito a sério, mas ele logo mandou mensagem. Ela respondeu, surpresa. E assim foi que o caso deles, que começou ao vivo, numa festa, de repente, se tornou um romance virtual.
Isso porque Rodrigo mora longe de São Paulo, no interior do Estado. Vem pouco à capital e, para se relacionar com os amigos, escreve torpedos, entra no MSN, manda e-mails.
“É mais prático”, justifica. No início, Dulce achou que era mesmo, e embarcou na onda. Aprendeu com o companheiro a utilizar melhor essas ferramentas.
Até que um dia, logo depois do ano novo, encontrou dificuldade para teclar com Rodrigo. Passaram o reveillon separados, afinal eram só ficantes. Mas mantinham uma relação casual, quando ele vinha à São Paulo. Era bom, Rodrigo sempre se mostrava carinhoso e presente, ainda que na maioria das vezes por MSN.
A questão é que neste dia, depois do ano novo, depois de insistir diversas vezes por celular, Dulce, sem conseguir contato com o ficante, resolveu ligar para ele. Read more

Calor e amor na metrópole

novembro 5, 2009 by Maria Lígia Pagenotto · 2 Comments
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Solteiros e amor em São Paulo

Faz calor em São Paulo esses dias! É horário de verão, o sol brilha até mais tarde. Bom é sair do trabalho e olhar o céu azul turquesa, por volta das 20 horas. Cenário inusitado para uma cidade que nem sempre nos anima a olhar para cima, cinzenta, chuvosa…

Mas nos dias ensolarados essa disposição cresce. Dá para ver estrelas, dá para sair com os amigos e saborear, numa calçada, uma cerveja bem gelada, um vinho rosê ou um suco gostoso.

E o que falar do amor em tempos de verão? Parece que as pessoas ficam mais propícias a namorar quando o tempo esquenta… Ou não? Será que é verdade que o calor deixa as pessoas mais animadas, de bem com a vida e isso acaba estimulando mais o amor?

Passo num bar próximo a uma universidade. O cenário é de muita cor nas roupas, pessoas conversando na calçada, copos nas mesas, muita risada.

O bom do verão, diz uma moça, é que as pessoas têm menos preguiça de esticar depois do trabalho ou da aula. Read more